cropped-cropped-Copie-de-FOTOS-CRONICAS-DE-1-ARVORE-5.png
Um outro desejo

O capítulo intitulado de “Um outro desejo” conversa com o leitor a respeito de um sentimento chamado de felicidade. 

Diante desse tema, disponibilizo a capítulo para vocês:

“Nos dias que se seguiram, o professor Leandro lhes perguntou:

- Qual o significado da palavra felicidade para vocês?

No canto da sala, alguém se pronunciou:

- Passar num concurso público.

No outro lado, ouviu-se uma aluna dizer:

- Comprar um carro!

Depois de escutar os anseios de seus alunos, o professor começou sua fala:

- Antes de falar propriamente sobre o tema, lhes peço que tentem se lembrar sobre as aulas anteriores. Sobretudo a aula a respeito dos desejos e das distrações. Dito isso, vou explicar o que seria o conceito de felicidade.

Para alguns pensadores, felicidade seria um sentimento gerado em razão da mera satisfação dos desejos que uma pessoa possui. 

Para tais pensadores, quanto mais intenso e urgente é o desejo, mais gratificante seria o prazer de sua satisfação. Em razão disso, maior seria o grau de felicidade gerado pela realização desse desejo intenso.

Se concordarmos com essa colocação a respeito da felicidade, ou seja, se considerarmos que a felicidade é a mera satisfação de desejos, passamos a enxergar que o propósito da vida não é ser feliz. 

Dessa forma, a felicidade seria só mais uma, de várias outras bolas, que seu dono arremessa e o cachorro corre alegremente para alcançá-la.

Nesse momento, vou citar as palavras de Sigmund Schlomo Freud a respeito da questão da satisfação da felicidade:

“A satisfação irrestrita de todas as necessidades parece ser o método mais sedutor de levar a vida, mas, para tanto, o gozo é colocado acimada cautela e logo traz sobre si o próprio castigo”.

Tentando decifrar o pensamento de Freud:

 “A satisfação irrestrita de todas as necessidades” (Busca de sentimento contínuo de felicidade)

“gozo é colocado acima da cautela” (prazer é colocado acima da prudência/atenção/consciência)

“e logo traz sobre si o próprio castigo” (e logo traz sobre si uma própria punição)

Tendo dito isso, finalizo a aula com uma pergunta:

- Seria a felicidade o oitavo pecado capital, ou melhor, o oitavo desejo mundano?”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Scroll to Top